é hoje.
foi ontem, mas vai ser hoje.
em que tudo volta a ser vazio.
o abrigo que nunca existiu
volta a ser um cobertor e dois travesseiros.
e o acorda e levanta sem graça.
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
sábado, 15 de novembro de 2014
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
deixei o café pela metade
naquela manhã cinza.
ouvi a música no repeat
enquanto o nosso contato diário pisca na tela do meu celular.
não quero.
não quero amenidades.
quero discussões acaloradas sobre assuntos diversos que não seja sobre nós.
mostrar,
descobrir,
aprofundar.
afundar.
deveria fazer parte.
mas não.
não faz.
naquela manhã cinza.
ouvi a música no repeat
enquanto o nosso contato diário pisca na tela do meu celular.
não quero.
não quero amenidades.
quero discussões acaloradas sobre assuntos diversos que não seja sobre nós.
mostrar,
descobrir,
aprofundar.
afundar.
deveria fazer parte.
mas não.
não faz.
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
Fui embora mais uma vez.
Beijei sua bochecha e fui.
Me lembro de fechar a porta e não olhar para trás.
E do vazio
Profundo
Tão absurdo que beira até a falta de sentir.
Nele, a dor já passou seus limites.
Amor, cheguei a tempo. Consegui entrar naquele ônibus. Eu teria te dito.
Se não tivéssemos nos virado sem dar adeus.
Meu tchau seco ficou pairando pelo ar.
Naquele espaço que tanto me absorveu.
Que me roubou um pedaço.
Somos misturas de passados, tentando nos manter eretos.
Continuamos quadrupedes funcionais.
Acho que nada mais me serve.
Mas, numa teimosia incerta, permaneço aqui.
Beijei sua bochecha e fui.
Me lembro de fechar a porta e não olhar para trás.
E do vazio
Profundo
Tão absurdo que beira até a falta de sentir.
Nele, a dor já passou seus limites.
Amor, cheguei a tempo. Consegui entrar naquele ônibus. Eu teria te dito.
Se não tivéssemos nos virado sem dar adeus.
Meu tchau seco ficou pairando pelo ar.
Naquele espaço que tanto me absorveu.
Que me roubou um pedaço.
Somos misturas de passados, tentando nos manter eretos.
Continuamos quadrupedes funcionais.
Acho que nada mais me serve.
Mas, numa teimosia incerta, permaneço aqui.
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Abrigo
vem,
se ajeita no meu colo.
aquele que você permitiu
o único que você deixa vir acompanhado de cafuné.
vem,
que meus dedos entrelaçam o seu cabelo
enquanto olho as estrelas na parte de trás da sua orelha
e minha mão se esparrama pelas suas costas
fica,
que eu vigio enquanto você dorme
enquanto os pássaros do seu ombro saem e passeiam por aí
e te cubro do frio que você sempre sente
fica,
que o sossego chegou
e alojou-se finalmente aqui
entre eu e você
e os dias por vir.
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
Me escondo nas beiradas
em sombras do sol
em buracos dentro de mim.
Me escondo no trem lotado
no rosto sem expressão
e no sorriso estampado.
Me perco nos fones de ouvido
em olhares desconcertados
nos fixos e distantes.
Me perco em caminhos tortuosos de emoções imprecisas
em erros contínuos
na falta de sentido
Me mostro em rima e prosa
nas mensagens eletrônicas
curtas e imprecisas
Uma fresta que é toda uma janela.
em sombras do sol
em buracos dentro de mim.
Me escondo no trem lotado
no rosto sem expressão
e no sorriso estampado.
Me perco nos fones de ouvido
em olhares desconcertados
nos fixos e distantes.
Me perco em caminhos tortuosos de emoções imprecisas
em erros contínuos
na falta de sentido
Me mostro em rima e prosa
nas mensagens eletrônicas
curtas e imprecisas
Uma fresta que é toda uma janela.
terça-feira, 16 de setembro de 2014
De volta a vida.
Voltamos a programação normal.
A vida nos intervalos de finais de semana, espera de férias, feriados prolongados e poucas horas de sono.
O ritmo louco, barulhento, cansativo das mesmas músicas e automotivação (que vamos combinar, para quem funciona?).
Textos vazios e automáticos. Incrível como não fluem.
Revisões corridas e muitos erros cometidos, nas letras, na vida, nos sentimentos.
E mesmo assim, tudo ainda está em paz, apesar do cansaço descomunal que dá o ar da graça e resolve se instalar.
E a vida? É isso? Acorda, corre, café, banho, trânsito, lotação, sono, textos, e-mails, sonhos, devaneios, conta bancária, mais e-mails, problemas, textos, planilhas, envios, cérebro travado, café, café, café, corre, transporte, curso, academia, corre, casa, janta, dorme, pisca e acorda.
A vida nos intervalos de finais de semana, espera de férias, feriados prolongados e poucas horas de sono.
O ritmo louco, barulhento, cansativo das mesmas músicas e automotivação (que vamos combinar, para quem funciona?).
Textos vazios e automáticos. Incrível como não fluem.
Revisões corridas e muitos erros cometidos, nas letras, na vida, nos sentimentos.
E mesmo assim, tudo ainda está em paz, apesar do cansaço descomunal que dá o ar da graça e resolve se instalar.
E a vida? É isso? Acorda, corre, café, banho, trânsito, lotação, sono, textos, e-mails, sonhos, devaneios, conta bancária, mais e-mails, problemas, textos, planilhas, envios, cérebro travado, café, café, café, corre, transporte, curso, academia, corre, casa, janta, dorme, pisca e acorda.
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